
A acessibilidade é um compromisso histórico da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Desde a implementação de ações afirmativas no 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em 2022, essas medidas passaram a ser oferecidas em todos os eventos da Abrasco. No 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) esse compromisso se traduz em recursos concretos, pensados para garantir que cada pessoa participe com autonomia, segurança e respeito.
Em todos os eventos da Abrasco, o público inscrito tem a oportunidade de informar se vive com alguma deficiência e se precisa de algum recurso que viabilize uma melhor experiência ao longo da programação. Essas respostas orientam a organização na preparação dos apoios necessários e são a base para duas medidas já garantidas no 10º CSHS: a interpretação em Libras na sessão de abertura e nas mesas com presença de autoridades, e a sala de descompressão, espaço reservado para quem precisar de um momento de pausa sensorial durante o congresso.
Inclusão, no entanto, não se resume à presença de pessoas com deficiência. O Espaço Cunhatã e Curumim, dedicado às crianças sob responsabilidade de pessoas inscritas no congresso, também é parte desse movimento, ao permitir que pais, mães e responsáveis participem da programação científica sem que a falta de suporte à parentalidade seja uma barreira.
Este ano, o congresso também vai contar com orientações específicas para o combate a violências e com uma equipe dedicada ao acolhimento de denúncias. O documento com essas diretrizes será divulgado em breve.
Além desses recursos, a construção de um ambiente acolhedor depende de atitudes cotidianas de todo o público presente. Por isso, a comissão local do CSHS organizou dicas para que as pessoas inscritas possam contribuir com a inclusão durante os dias de evento:
1. Escute antes de agir
Cada um sabe o que favorece sua própria presença. Antes de oferecer ajuda, pergunte se ela é necessária e respeite a resposta.
2. Comunique-se de forma simples e direta
Prefira frases curtas e linguagem clara. Ao apresentar imagens, gráficos ou vídeos, descreva seus principais elementos para quem não pode visualizá-los.
3. Respeite diferentes formas de comunicação
Algumas pessoas utilizam Libras, leitores de tela, comunicação alternativa, tecnologias assistivas ou outras estratégias. Dê tempo para que cada uma se expresse e evite interromper a fala ou a interpretação.
4. Mantenha o ambiente livre de obstáculos
Corredores, rampas, elevadores e pisos táteis devem permanecer desimpedidos durante toda a programação. Equipamentos de mobilidade, como cadeiras de rodas, bengalas e andadores, fazem parte da autonomia de quem os usa e não devem ser manuseados sem autorização.
5. Contribua para um clima acolhedor
Evite comentários que reforcem preconceitos, infantilizem ou tratem pessoas com deficiência como exemplos de heroísmo ou superação. O foco deve estar nas capacidades, experiências e contribuições de cada participante.
6. Favoreça a participação de todos
Nem todo mundo manifesta interesse da mesma maneira. Algumas pessoas usam gestos, dispositivos eletrônicos, sinais discretos ou apoio de acompanhantes. Observe essas diferentes formas de interação e assegure oportunidades iguais.
7. Fique atento aos equipamentos e serviços de apoio
Caso identifique problemas em legendas, audiodescrição, som, interpretação em Libras ou qualquer outro item, avise imediatamente a equipe organizadora para que a situação seja corrigida.
Construir um congresso acessível depende do empenho conjunto de quem participa e de quem organiza. Ao longo dos quatro dias, qualquer dúvida ou problema ligado ao tema pode ser reportado diretamente à equipe de organização do CSHS.
Para informações completas sobre a experiência do participante no CSHS, acesse:


