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2º Curso de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva reúne coordenadores de todo o país para qualificar programas e reduzir desigualdades

Coordenadores e coordenadoras de programas de pós-graduação em Saúde Coletiva de todo o país estão reunidos esta semana, na Fiocruz Brasília, para discutir estratégias de fortalecimento da área, qualificação da gestão acadêmica e redução das desigualdades entre programas. Promovido pela Abrasco, em parceria com a CAPES e com apoio do Ministério da Saúde, o 2º Curso de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva teve início nesta segunda-feira (15) e seguirá até o dia 19 de junho com uma programação voltada à formação e ao intercâmbio de experiências entre instituições.

A iniciativa reúne coordenadores e coordenadoras, especialmente de programas com notas 3 e 4 na avaliação da CAPES, em uma agenda que aborda temas como planejamento estratégico, avaliação e autoavaliação, gestão acadêmica, ações afirmativas, internacionalização e inserção social. O objetivo é fortalecer os programas de pós-graduação, ampliar a cooperação entre instituições e contribuir para a redução das assimetrias existentes no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

A cerimônia de abertura contou com a participação de Rômulo Paes de Sousa, presidente da Abrasco; Felipe Proenço de Oliveira, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS); Antonio Gomes de Souza Filho, diretor de Avaliação da CAPES; Maria Fabiana Damásio Passos, diretora da Fiocruz Brasília; Aylene Emília Moraes Bousquat, coordenadora da Área de Saúde Coletiva na CAPES para o período 2026-2030; e Antonio Rodrigues Ferreira Júnior, representando o Fórum de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Abrasco.

Representando o Ministério da Saúde, Felipe Proenço destacou a importância da articulação entre os programas de pós-graduação, da aproximação com a CAPES e do apoio aos cursos mais recentes. Segundo ele, iniciativas como o curso contribuem para fortalecer a formação em Saúde Coletiva e ampliar a capacidade dos programas de responder às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Reunir as coordenações dos programas de pós-graduação para discutir como fortalecer esses programas, quais são os próximos passos e ter essa interação mais direta com a CAPES demonstra a importância de uma atividade como essa. Principalmente pelo suporte aos programas mais recentes, que precisam contar com a experiência dos programas mais antigos”, afirmou.

Representando o Fórum Nacional de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Antonio Rodrigues Ferreira Júnior ressaltou o papel do curso na qualificação da gestão acadêmica e no fortalecimento das parcerias entre programas de diferentes regiões do país.

“Temos aqui presentes em Brasília coordenadores de programas do Norte ao Sul do país, especialmente aqueles com notas 3 e 4 na avaliação da CAPES. Isso ajuda a fortalecer as parcerias, a qualificar os processos internos dos programas e a fazer com que desafios que são parecidos possam encontrar possibilidades de serem enfrentados a partir dessa semana de muito trabalho”, destacou.

Para a coordenadora da Área de Saúde Coletiva na CAPES, Aylene Bousquat, a iniciativa responde a um dos principais desafios da pós-graduação brasileira: a redução das desigualdades e assimetrias existentes entre programas e regiões do país.

“Em todas as áreas, constatamos desigualdades e assimetrias na oferta da pós-graduação. Mas isso não pode ser resolvido por medidas administrativas. Tem que ser resolvido com qualificação, porque todos os estados e todos os espaços merecem ter cursos muito bons de pós-graduação, especialmente na Saúde Coletiva, pelo nosso compromisso com o SUS e com as políticas públicas”, afirmou.

A pesquisadora também destacou o caráter inovador da iniciativa, construída em parceria entre a Abrasco, a coordenação da área na CAPES e o Fórum Nacional de Coordenadores e Coordenadoras de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. “É a primeira área que faz isso. Conseguimos fazer porque existe um trabalho conjunto muito importante entre a Abrasco, a coordenação da área e o Fórum, criando as articulações necessárias para melhorar nossos programas e fortalecer a Saúde Coletiva no país.”, afirma.

Reduzir desigualdades e fortalecer a formação em Saúde Coletiva

Ao longo da semana, os participantes discutirão desafios e perspectivas para a pós-graduação brasileira, compartilhando experiências e construindo estratégias para o fortalecimento institucional dos programas. A programação inclui atividades em grupo, metodologias ativas, palestras e momentos de troca entre coordenadores de diferentes regiões do país.

Em sua conferência de abertura, o presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Sousa, destacou que o fortalecimento da pós-graduação em Saúde Coletiva passa pela redução das desigualdades entre programas e pela construção de mecanismos permanentes de cooperação acadêmica. Segundo ele, a diversidade de instituições, territórios e trajetórias que caracteriza a área exige iniciativas capazes de promover apoio mútuo e compartilhamento de experiências.

Rômulo também ressaltou a importância da parceria com o Ministério da Saúde para ampliar as oportunidades de desenvolvimento dos programas e fortalecer sua capacidade de formação de pesquisadores, docentes e profissionais comprometidos com o SUS. Entre os desafios apontados, destacou a necessidade de consolidar processos de gestão acadêmica, ampliar a circulação de conhecimentos entre instituições e fortalecer redes de colaboração.

Para o presidente da Abrasco, a relevância da Saúde Coletiva está diretamente relacionada à sua capacidade de articular produção de conhecimento, formação profissional e resposta às necessidades concretas dos serviços e das políticas públicas. Nesse sentido, iniciativas como o curso contribuem para qualificar a pós-graduação brasileira e ampliar seu impacto na produção científica e no fortalecimento do SUS.

Confira a programação completa do Curso:

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