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Aylene Bousquat, Suely Deslandes e Alberto Novaes assumem coordenação da área de Saúde Coletiva na CAPES

Comunicação Abrasco

Nesta quarta-feira (10), tomou posse, em cerimônia realizada em Brasília (DF), a nova coordenação da área de Saúde Coletiva da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação responsável pela pós-graduaçãostricto sensu no Brasil. A pesquisadora e abrasquiana Aylene Emilia Moraes Bousquat assume a coordenação da área e terá ao seu lado os professores Suely Deslandes, na Coordenação Adjunta de Programas Acadêmicos, e Alberto Novaes Ramos Jr., na Coordenação Adjunta de Programas Profissionais. O pesquisador e professor Bernardo Lessa Horta deixa o cargo após oito anos de atuação.

Professora titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), Aylene Bousquat atuava como coordenadora adjunta de Programas Acadêmicos e agora assume a coordenação da área de Saúde Coletiva, que reúne 100 programas de pós-graduação. A professora agradeceu aos colegas, relembrou o trabalho dos antigos coordenadores da área e destacou que fará uma gestão coletiva.

“Eu estou muito honrada de assumir esse cargo. É uma responsabilidade muito grande, especialmente porque, considerando o histórico, os coordenadores de área sempre foram extremamente cuidadosos, comprometidos com o crescimento e fortalecimento da área, extremamente articulados com os programas e a Abrasco. E só assumo essa responsabilidade porque sei que não estou sozinha. Contarei com o apoio de Suely Deslandes, Alberto Novaes e do Fórum de Coordenadores da Abrasco. Temos responsabilidade com a ciência brasileira e temos muito a contribuir”, declarou.

Suely Ferreira Deslandes é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e era vice-presidente da Abrasco na atual gestão (2024-2027), posto que deixou em 30 de abril de 2026 para assumir a Coordenação Adjunta de Programas Acadêmicos. A pesquisadora afirma que pretende contribuir para a consolidação de uma formação crítica e de qualidade, baseada em projetos pedagógicos consistentes que incluam os três pilares da Saúde Coletiva (Epidemiologia, Política, Planejamento e Gestão e Ciências Sociais e Humanas). Deslandes também aproveitou para agradecer aos colegas da Abrasco pela parceria na gestão à frente da Associação.

“Aceitei o convite para assumir a coordenação adjunta da área de avaliação da Saúde Coletiva com a expectativa de poder contribuir para a transição de paradigma de análise de nossos programas de pós-graduação. Me junto a um grupo muito experiente e competente, liderado pela colega, professora Aylene Bousquat. Nossa área lutou muito pelo fim do produtivismo e por fazer valer nossas contribuições socialmente relevantes e significativas para a diminuição das iniquidades. Muitos desafios se colocam, como diminuir as desigualdades regionais, por exemplo”, declarou.

Deslandes também aproveitou para agradecer aos colegas da Abrasco pela parceria na gestão à frente da Associação: “me despeço da diretoria da Abrasco com gratidão por tudo que aprendi com esse time maravilhoso. Agradeço ao professor Rômulo Paes e aos demais vice-presidentes, colegas do Comitê Assessor, integrantes da Secretaria Executiva e da equipe de comunicação. Nesse tempo, pude constatar, na prática, quão combativa, relevante e propositiva é nossa Abrasco”.

Alberto Novaes Ramos Júnior é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e já ocupava a Coordenação Adjunta de Programas Profissionais desde 2023. O pesquisador destaca que o compromisso da gestão é dar continuidade ao trabalho coletivo já iniciado, fortalecendo uma avaliação qualificada, democrática e indutora, capaz de reconhecer as especificidades da modalidade profissional.

“Eu recebo a indicação para seguir na coordenação-adjunta dos programas profissionais da área de Saúde Coletiva na CAPES, para o período de 2026 a 2030, com grande responsabilidade e compromisso coletivo. Desde 2023, tenho tido a grata oportunidade de acompanhar de perto a potência dessa modalidade, que representa uma das vocações históricas da Saúde Coletiva brasileira: articular formação de alto nível, produção de conhecimento comprometida socialmente, inovação e transformação das práticas em defesa do SUS, da democracia e do direito à saúde.

Os programas profissionais ocupam hoje um lugar estratégico na nossa área. Eles desenvolvem pesquisas orientadas a problemas concretos do sistema de saúde, qualificam trabalhadores e trabalhadoras, gestores e gestoras, além de lideranças, produzem tecnologias sociais, educacionais, organizacionais e sanitárias e contribuem diretamente para o desenvolvimento científico, tecnológico, humano e social do país. Sua força está justamente na capacidade de aproximar a universidade, os institutos de pesquisa, os serviços de saúde, os territórios, os movimentos sociais, as organizações de trabalhadores e trabalhadoras da saúde e as instituições públicas”, concluiu.

Bernardo Horta assumiu a coordenação da área de Saúde Coletiva da CAPES em 2018 e acumulou contribuições importantes para o campo, incluindo o fortalecimento da interação entre os programas de pós-graduação por meio do Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Abrasco.

O pesquisador também contribuiu para o aprimoramento dos processos de avaliação da CAPES e participou de iniciativas como o Curso de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva Brasileira, atualmente em sua segunda edição. A iniciativa busca contribuir para a consolidação e o fortalecimento da pós-graduação na área, com foco na redução das assimetrias regionais e na qualificação de programas em processo de consolidação. A ação é resultado de uma parceria entre Abrasco, Ministério da Saúde e CAPES.

“A grande contribuição da gestão da área, e é importante salientar que ela foi construída coletivamente, envolvendo a participação das coordenações dos programas por meio do Fórum de Coordenadores, foi a mudança no processo de avaliação dos programas. O modelo passou a atribuir muito mais peso à avaliação qualitativa da formação, da produção e do impacto dos programas, superando a análise da produção de discentes e docentes baseada exclusivamente em indicadores quantitativos.

Outro ponto que gostaria de destacar é a colaboração com a presidência da Abrasco, que culminou na organização de eventos voltados à consolidação dos Programas de Pós-Graduação, com o objetivo de reduzir as assimetrias regionais”, detalhou.

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