
A professora titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Deliberativo da Abrasco, Patricia Jaime, assina o artigo “Canetas emagrecedoras: o SUS não precisa escolher entre prevenir e tratar”, publicado neste domingo (27) na CartaCapital. No texto, a pesquisadora discute a possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de novos medicamentos para o tratamento da obesidade, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Patricia defende que o debate sobre a chegada dessas novas terapias ao SUS deve superar uma oposição entre prevenção e tratamento. Segundo a pesquisadora, reconhecer a importância de novos tratamentos não significa abandonar políticas voltadas aos fatores sociais, econômicos, culturais e ambientais relacionados à obesidade. Ao mesmo tempo, enfrentar esses determinantes não elimina a necessidade de garantir tratamento adequado às pessoas que já vivem com a condição.
No artigo, a conselheira da Abrasco também destaca o princípio da integralidade do SUS e aponta que a incorporação de novas tecnologias deve estar associada à definição de critérios de indicação clínica, avaliação de riscos e benefícios e acompanhamento dos pacientes. Para Patricia, o acesso equitativo aos tratamentos e a atuação sobre as condições sociais, ambientais e comerciais relacionadas à obesidade são dimensões complementares de uma resposta pública orientada pelo direito à saúde.


