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Dia Mundial da Saúde: segurança, clima e plataformas digitais no centro dos desafios globais

Comunicação Abrasco

Celebrado em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948 e comemorado pela primeira vez em 1950. A data marca a criação da entidade, que passou a desempenhar um papel central e estratégico na cooperação internacional em saúde. Contudo, em 2026, há diversos pontos que demandam atenção no campo da Saúde Global.

De acordo com o presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Sousa, entre os principais desafios estão o cenário de insegurança e conflitos armados, a crise climática em curso e a crescente concentração de poder das big techs na comunicação digital. Para o pesquisador, é necessário concentrar esforços nessas frentes. “Precisamos enfrentar, neste momento e neste dia internacional, as questões da segurança, do meio ambiente e do mundo digital, bem como suas consequências para todos nós”, declarou.

Confira:


1. Segurança global

Um dos principais desafios é a atual situação de segurança global, que envolve desde questões energéticas e cadeias logísticas até contextos de instabilidade que afetam diretamente populações em diferentes regiões, como o Oriente Médio, especialmente em Gaza e na Península Arábica.

Esse cenário se soma a outros contextos de guerra, como na Ucrânia e em países do continente africano. Trata-se de problemas graves de saúde pública, agravados pelas dificuldades de resposta dos países diante do enfraquecimento da governança global.


2. Crise climática e ambiental

A crise climática em curso também se impõe como um dos maiores desafios contemporâneos. Diante das dificuldades de coordenação entre os países, observa-se, inclusive, retrocessos em políticas de controle das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de um problema de escala planetária, com impactos diretos sobre a saúde humana, os ecossistemas e a sobrevivência das espécies.


3. Risco de novas pandemias

Outro ponto de atenção é o crescente risco de epidemias e pandemias em escala global. Esses fenômenos são resultado, de um lado, da intensificação e, muitas vezes, da forma conflituosa de integração entre mercados e fluxos populacionais e, de outro, do uso não racional dos recursos naturais.

Nesse contexto, amplia-se a probabilidade de emergência de novos agentes infecciosos e de sua rápida disseminação entre países e continentes. O cenário contemporâneo aponta para o surgimento de pandemias em intervalos mais curtos, com maior abrangência territorial e potencialmente mais devastadoras. Esse processo impõe desafios significativos aos sistemas de saúde e à governança global, exigindo maior capacidade de vigilância, cooperação internacional e resposta coordenada diante de ameaças sanitárias cada vez mais complexas.


4. Big techs e concentração de poder

Outro ponto de atenção é a crescente concentração de poder nas grandes plataformas digitais. Um número reduzido de empresas controla hoje infraestruturas fundamentais para a produção e circulação de dados, seja para fins comerciais, de segurança ou de comunicação.

Esse cenário amplia a capacidade de influência dessas corporações sobre governos e processos políticos, especialmente nos Estados Unidos, com impactos diretos sobre a dinâmica informacional e, consequentemente, sobre a saúde pública. Isso é particularmente relevante porque os dados constituem a base para a realização de predições, a organização de cenários, o monitoramento da implementação de políticas e a avaliação de seus resultados.

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