No dia 20 de fevereiro de 2025, mais uma vez, uma parte da imprensa corporativa nacional publica de forma intensiva que o presidente Lula havia decidido pela substituição da ministra Nísia Trindade, do Ministério da Saúde. Isso se dá sem haver uma sinalização clara quanto a tal fato, ou seja, há dois dias a mensagem é oficiosa, e não raras vezes desrespeitosa. Entendemos que os ataques contra a primeira mulher a exercer o cargo de ministra da Saúde são do próprio governo. Prestamos nossa solidariedade à Nísia. Esses fatos levam grande insegurança às entidades que, cotidianamente, trabalham pela sustentação do SUS, como sistema de saúde, de direito universal, e missão de cuidar da população brasileira.
A Frente pela Vida mais uma vez vem a público manifestar sua opinião, que, pela magnitude e relevância do SUS, como política social de defesa radical da vida, tendo enfrentado as piores crises para cumprir seu mandato de proteção à população brasileira, deve estar protegido das tensões políticas que possam tensionar o caminho progressivo e progressista que vem trilhando na sua construção.
Considerando a herança maldita do governo anterior, que praticamente destruiu a capacidade operacional do Ministério da Saúde, o que foi superado, sendo que o Ministério conseguiu recuperar e ampliar os programas de sucesso dos governos democrático-populares anteriores, Lula e Dilma, e ainda elevado a capacidade de atendimento da rede de saúde. Entendemos que a esta altura do tempo político, o governo deve pensar em adotar a melhor solução para manter estável e em equilíbrio orgânico e político o Sistema Único de Saúde. Neste momento, a presença da Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde representa a estabilidade e equilíbrio na continuidade de construção do SUS.
Brasília, 21 de fevereiro de 2025
FRENTE PELA VIDA