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GT Violência e Saúde

O Grupo Temático Violência e Saúde – GTVS é constituído para aplicar princípios de protagonismo e de atores sociais colaborando para a construção de uma cultura e sociabilidade civilizada e saudável. As atividades incluem discussões de temas sobre distintas formas de violência para a sociedade civil e implantação de projetos que visem a cooperação com as instituições que trabalham com temas interdisciplinares e transversais, criando sinergia entre as iniciativas.

O GT Violência e Saúde trata do fenômeno da violência enquanto um fenômeno biopsicossocial, complexo e dinâmico e em sociedade, classificada por violência estrutural e complexa, de resistência e de delinquência, cujas causas estão relacionadas a desigualdades sociais e se referem ao modelo de projeto de Estado sustentado por programas de governo na adoção de políticas sociais básicas, bem como às contradições sociais políticas e econômicas no espaço urbano e no campo. Portanto, a violência pode se concentrar geograficamente em áreas de “desvantagens concentradas”, onde há correlação entre indicadores econômicos e sociais aos de má saúde.

Estas características impactam sobre a saúde e são identificadas por (i) elevadas e crescentes taxas de violência nos últimos 25 anos, (ii) diferenciações entre os municípios brasileiros, (iii) dispersão espacial dos acidentes de trânsito e de transporte, (iv) taxas baixas, mas crescimento de suicídios de idosos, (v) concentração por gênero, idade e local de moradia, (vi) concentração das mortes por meio de armas de fogo e também (vii) enfrentamento superficial de problemas atribuídos às “minorias”(negros, índios, homossexuais).

A despeito de uma quantidade variável de fatores que contribuem para o aumento da violência, a seu modo o controle social formal (políticas de direitos humanos, pelo judiciário, pelas polícias, pelo sistema da justiça criminal) orienta-se para a reabilitação e ressocialização dos infratores, mas ainda carecem de articulação com as demais políticas públicas, respeitadas enquanto atividade-fim do Estado, para que se produza quadros de saúde, bem estar e de segurança pública cada vez mais articulados e com informações que servem, para a prevenção e o controle da violência.

Neste sentido, importa ao GTVS estabelecer relações com distintas áreas do conhecimento, em especial ao que envolve políticas sociais (saúde, assistência social, educação, trabalho e seguridade) e políticas públicas (habitação e segurança pública).

E por que fazer parte da Abrasco?

Pela sua visão de mundo e programa de intervenção, vistos sinteticamente ao menos em quatro campos:

1) Campo Acadêmico:
Enriquecimento do debate na esfera da produção do conhecimento;
Possibilidade de Articulação (a) de subtemas interdisciplinares (b) com organizações situadas no campo do bem-estar social.

2) No campo político e social e de economia política:
Projeto político de luta contra-hegemônica em período de contra-fluxo das lutas sociais;
Projeto de política pública e social por base democrática;
Realiza a critica progressista em favor das políticas públicas e sociais;
Atua em setor estratégico e consequentemente de interesse da população.

3) Na ação em favor da saúde:
A Abrasco atende ao funcionamento dado pela descentralidade de comando, valorizando a regionalização e hierarquização dos serviços de saúde. Possibilita a participação comunitária e dos movimentos sociais. Tem no SUS o projeto legítimo de intervenção para o bem-estar. Valorização do profissional da área de saúde e das conquistas do setor.

4) No campo especifico ao combate à violência:
Possibilita dimensionar as ações que estejam em convergência com programas de prevenção primária da violência, com foco nas áreas saúde, educação, trabalho, moradia, de políticas voltadas à cultura, lazer, esporte, e ao trânsito, de políticas de assistência social e urbanismo com intersetorialidade das políticas de segurança pública.

Nossa finalidade é trabalhar em equipe interdisciplinar constituída por áreas de saúde, educação, ciências sociais e ciências sociais aplicadas (economia e administração/gestão pública), visando funções de ensino, pesquisa e prestação de serviços públicos, atendendo demandas de políticas sociais (saúde, assistência social, educação, trabalho e seguridade) e políticas públicas (habitação e segurança pública).

Metodologia de Trabalho Temático:
Atuação dos membros em caráter interdisciplinar agrupando questionamentos frequentes em subtemas (violência policial, confrontos com movimentos sociais, dependência química, exploração de trabalho infantil, violência contra a mulher, negros e homofobia, violência contra indígenas e população de rua);
Pretendemos nos reunir presencialmente pelo menos duas vezes por ano para fazermos avaliações, proposições e definição de agenda.
Mensalmente queremos nos encontrar ‘virtualmente’ para alinhar e corrigir debates e estrutura do grupo e ainda discutir as proposições de ações e agendas.
Quinzenalmente os subgrupos temáticos irão repor o alinhamento do grupo, tirado em reunião mensal e orientar discussões para agenda de pesquisa e intervenção nas estruturas públicas.
Todas as atividades do GT deverão ser registradas em Atas de Reuniões, com secretário eleito na reunião que a precede.

Também está previsto pelo GTVS a busca por apoio e aporte financeiro nos órgãos públicos sobre violência, e de fomento à pesquisa. O GTVS deve buscar articulação e apoio com organizações comprometidas no debate e ações contra o aumento da violência, homicídio e manifestações de sociabilidade violenta. Neste debate destacam-se a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – Flacso, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diversos Núcleos de Estudos da Violência sediados em Universidades, Centros de Defesa de Direitos Humanos e o amplo Movimento Social presente nas relações de deterioração das relações sociais; organismos públicos nacionais como o Sistema Público de Saúde (SUS) e supranacionais como a ONU e Médico Sem Fronteiras.

Produtos, resultados, documentos produzidos e apresentações.
O GTVS deve estar presente nas distintas esferas de produção material e do conhecimento relacionadas à sua natureza, através de:
a) Oficinas;
b) Seminários;
c) Congressos;
d) Publicações;
Tais produtos serão colocados para debates e arguições.

Relatórios de Oficinas e Planos de Trabalho.

Temas Gerais e Interdisciplinares:
Políticas Sociais (saúde, assistência social, educação, trabalho e seguridade) e Políticas Públicas (habitação e segurança pública).
Específicos:
Homicídios;
Suicídios;
Feminicídio;
Violência por armas de fogo e armas brancas;
Dependência Química e drogadição;
Violência Doméstica Contra a Criança e o Adolescente;
Violência Contra a Mulher;
Violência na Saúde Mental;
Demografia;
Economia das Drogas, e Dispersão espacial dos acidentes de trânsito e de transporte.

Em breve.

Coordenação:

Maria Fernanda Tourinho Peres

Membros:

Adalgisa Peixoto Ribeiro
Aldo Pacheco Ferreira
Aline Veras Morais Brilhante
Ana Carine Arruda Rolim
Ana Cláudia Alves Martins
Camila Alves Bahia
Claudia Leite de Moraes
Deborah Carvalho Malta
Eder Samuel Oliveira Dantas
Elza Machado de Melo
Emanuele Souza Marques

Karina Cardoso Meira
Kathie Njaine
Kennya Mota Brito
Leticia Fortes Legay
Luiza Jane Eyre de Souza Vieira
Marcílio Medeiros
Maria Helena Hasselmann
Maria Luiza Carvalho de Lima
Martinho Braga
Mônica Caicedo Roa
Pedro Henrique de Faria
Rafael Freitas Colaço
Raphael Mendonça Guimarães
Ricardo de Mattos Russo Rafael
Suely Ferreira Deslandes
Vera Lucia dos Santos

Em breve.

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