
A violência contra as mulheres permanece como um grave problema social e de saúde pública no Brasil. Dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), mostram a dimensão dessa realidade. Nesta data, a Abrasco convoca toda a sociedade brasileira para agir!
De acordo com o levantamento, o país registrou 2.149 feminicídios consumados e 4.755 tentativas de feminicídio ao longo de 2025. Isso significa que, em média, quase seis mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. O relatório também revela que, na maioria dos casos, o agressor está dentro do círculo de convivência da vítima. Em cerca de 75% das ocorrências, o autor do crime é ou foi companheiro, ex-companheiro ou alguém com quem a mulher mantém ou manteve vínculo íntimo, como o pai de seus filhos. Os dados indicam ainda que a violência ocorre, com frequência, no ambiente doméstico. Aproximadamente 38% dos casos aconteceram na casa da vítima e outros 21% na residência compartilhada pelo casal.
Em comparação com o ano anterior, o estudo aponta um aumento de 34% no número de tentativas e de feminicídios registrados entre 2024 e 2025, evidenciando a persistência e o agravamento da violência letal contra mulheres no país. O impacto desses crimes também se estende às famílias. Segundo o relatório, 69% das mulheres vítimas de feminicídio tinham filhos ou dependentes. O levantamento também identificou que 101 vítimas estavam grávidas no momento do crime.
Diante desse cenário, o enfrentamento à violência de gênero se coloca como um desafio central para a sociedade brasileira e para o campo da Saúde Coletiva. A proteção da vida das mulheres, o fortalecimento de políticas públicas de prevenção e o enfrentamento das desigualdades estruturais são elementos fundamentais para garantir o direito à saúde e à vida.
Neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a Abrasco reforça a importância de ampliar o debate público e as ações de enfrentamento à violência contra as mulheres. Defender a saúde das mulheres passa, necessariamente, pela garantia de uma vida livre de violência.
Enfrentar a violência contra mulheres é responsabilidade de toda a sociedade.
- Escute e acolha mulheres sem julgamento.
- Não se cale diante da violência.
- Apoie e fortaleça redes de proteção.
- Divulgue os canais de denúncia e apoio.



