
Antes mesmo de chegar a Manaus, já dá para começar a entrar no clima do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde. Organizado pela Comissão Local de Cultura, o glossário reúne expressões regionais amazônidas para aproximar os congressistas da cultura e dos modos de falar da região e ajudar a preparar o vocabulário para os dias de encontro.
Dicionário Amazônida
Aperreada (o): preocupada, inquieta, com problemas
Até o tucupi: cheio, atolado, transbordando
Baixa da égua: um local muito distante
Banzeiro: ondas que se formam nos rios amazônicos, movimentação/agitação
Brocado/na broca: muita fome, esfomeado
Carapanãs: nome popular de mosquitos, muriçocas e pernilongos
Chibata: uma coisa muito boa
Curumim/ Cunhantã: menino/ menina
Ê caroço: espanto, surpresa, confusão
Dindim: chopp, sacolé, chup-chup
Égua: pode ser usada para expressar dúvida, espanto, surpresa e raiva
Eita pau!: expressão de espanto, admiração
Enxerido (a): curioso, audacioso, intrometido
Esculhambado/ Escangalhado: algo que está quebrado, danificado
Frescar: brincar ou reclamar
Ficar de bubuia: ficar tranquilo, relaxado
Kikão: cachorro-quente, hot dog
Leseira baré: algo ruim, uma besteira, atitude estúpida ou desatenta
Leso: pessoa besta, pessoa que fez algo bobo
Maceta: algo grande, enorme
Mano(a)/ Maninho(a): amigo, parceiro, irmão
Merenda: lanche
Morreu de colar: quando alguma coisa dá muito certo
No olho: resposta certeira
Pegaram o beco: sair fora, ir para outro lugar
Panema: pessoa sem sorte, azarado
Pavulagem: atitude convencida, metida ou cheia de superioridade
Pior: concordar com uma afirmação
Pitiú: qualquer cheiro ruim
Que só: demasiado, muito, em alto grau ou em demasia
Requengelo: uma pessoa ou lugar desarrumada
Vô mermo: quando se tem certeza de que algo vai acontecer


