
O 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde chegou ao seu último dia no sábado (19), com 1.982 pessoas credenciadas na UFAM ao longo dos quatro dias de evento. No encerramento da programação científica, foram realizadas 19 mesas redondas, 28 sessões de comunicação oral, 37 de comunicação oral curta, uma edição do Café Intergeracional e uma da Merenda Intersaberes, além do Grande Debate de encerramento do congresso.
A manhã reuniu dez mesas redondas simultâneas, entre elas “O Ancestral É Agora: Cuidado em Tempos de Crises Climáticas”, com a liderança indígena Braulina Aurora Baniwa, da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), ao lado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib); e “Povos Indígenas e Ética em Pesquisa: Perspectivas e Posicionamentos dos Pesquisadores Indígenas”, coordenada por Ana Pontes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, com os pesquisadores indígenas Felipe Tuxá (UFBA) e Diádiney e Luiz Carlos Ferreira Penha (ambos da ENSP/Fiocruz). No mesmo horário, “Desafios da Atenção Primária à Saúde para Populações Ribeirinhas e Indígenas na Região Amazônica no Contexto das Mudanças Climáticas”, coordenada por Luiz Facchini, da Universidade Federal de Pelotas, e “Determinação Social e a Produção de Equidade no SUS: Intersetorialidade, Interseccionalidade e Interculturalidade”, com Marilia Louvison, da USP, entre os expositores, deram sequência aos debates sobre território e saúde que atravessaram o congresso.
À tarde, outras nove mesas redondas encerraram a programação temática, com destaque para “Novas Morfologias do Trabalho e Seus Impactos nas Condições de Vida e Saúde da Classe Trabalhadora Brasileira”, coordenada por Mônica Angelim (UFBA) sobre saúde do trabalhador, com as falas de Marcia Bandini (Unicamp), Henrique Saldanha (UFBA), presidente do Congresso, e Luís Leão (Ministério da Saúde); “Colonialidade e Interculturalidade da Saúde Coletiva Brasileira: Histórias de Silêncios, Mitologias e Esquecimentos”, coordenada por Naomar de Almeida Filho (ISC/UFBA); “O Ajeum, as Culturas Alimentares Afro-Indígenas e a Descolonização do Comer e da Comida”, coordenada por Vivian Honorato (UFBA); e “Corpo-Território e Feminismos Rurais: Estratégias de Enfrentamento da Violência Construídas pelas Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas”, coordenada por Leida Caldeira (Ufopa).
O dia contou com sessões de comunicação oral e sessões de Outras Linguagens, com destaque para “Territórios Urbanos, Memória e Resistência na Cidade” e “SUS, Políticas Públicas e Narrativas Documentais em Saúde Coletiva”. A presença indígena também ganhou peso particular no fechamento do congresso, com lideranças e pesquisadores à frente de mesas sobre ancestralidade, ética em pesquisa e cuidado.
A programação nas tendas também seguiu ativa no último dia, embora em formato reduzido. Na Tenda-Maloca Paulo Freire, o sábado teve as rodas de conversa “Igualdade Não Basta: Por que o SUS aposta na equidade?” e “Juventudes na construção do SUS”, uma mostra de vídeos em Educação Popular em Saúde, a Gira de Saberes Tradicionais sobre povos e comunidades de terreiro e matriz africana, e um encerramento próprio do espaço, a “Avaliação Estético-Política”. Já a Maloca de Cuidados funcionou, das 8h às 10h, com uma atividade de aromaterapia.
O dia também teve a Merenda Intersaberes “Práticas de Cuidado Ancestrais: a Medicina Indígena como Saber Orgânico”, com Karine Nicolau, Carla Wisu Dessano, do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, e Nita Tuxá, da UniRios; alem do Café Intergeracional “Pesquisa em CSHS: Práticas, Histórias e Vivências de Pesquisadoras/es na Saúde Coletiva”, coordenado pelo Presidente da Comissão Local do CSHS, André Machado, da UEA.
À noite, o Grande Debate “Ambiente e saúde: vida nos territórios em tempos de emergência climática”encerrou a programação científica do congresso. Coordenado pela presidente da Comissão Científica do Congresso, Karine Nicolau, o encontro contou com a participação dos pesquisadores Mateus Brito (UFBA/CONAQ), Luiza Garnelo (Fiocruz Amazônia) e Diosmar Filho (Associação de Pesquisa Iyaleta). A apresentação cultural do grupo Bumba Meu Bloco, fechou com música e festa os quatro dias de congresso na UFAM.










