
Abrasquiano, Carlos Augusto Monteiro recebeu mais um reconhecimento por suas contribuições para a Saúde Coletiva. Dessa vez, ele venceu o Prêmio Faz Diferença 2025, promovido pelo GLOBO, na categoria Ciência e Saúde. A premiação anual homenageia trajetórias inspiradoras de pessoas, instituições e empresas brasileiras que se destacaram por ações de impacto positivo no país ao longo do ano. Gilberto Gil, Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura são algumas das personalidades vencedoras do Prêmio.
Epidemiologista, professor emérito da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP), Carlos Monteiro desenvolveu a classificação NOVA, cunhou o termo ‘ultraprocessados’ e, assim, determinou a perspectiva mundial sobre a relação entre esses produtos e os riscos para a saúde de indivíduos e populações. Ele se tornou um dos pesquisadores mais citados do mundo e, recentemente, foi um dos coordenadores da série especial Alimentos Ultraprocessados e Saúde Humana publicada pela revista The Lancet em 2025.
— Trabalhamos com doenças crônicas ligadas à alimentação, que é algo que afeta muitas pessoas — disse Monteiro ao jornal. — É muito importante que os achados das nossas pesquisas cheguem à população, não fiquem só no meio acadêmico. E, para isso, a imprensa é fundamental. Então fico muito feliz de receber esse reconhecimento do GLOBO. É muito importante não só para mim, mas para a repercussão da ciência.
Recentemente, o brasileiro também entrou para a lista de 50 personalidades influentes em 2025 do The Washington Post, sendo um entre seis pessoas destacadas no campo da Saúde. O pesquisador também esteve no penúltimo Grande Debate do 14º Abrascão, com o tema “Novas perspectivas de estudos e intervenções em Saúde Coletiva”, debatendo a importância da pesquisa para políticas públicas de Saúde e Nutrição.
Os concorrentes de Carlos Monteiro na categoria Ciência e Saúde do Prêmio Faz Diferença 25 foram: Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e diretor da fábrica de mosquitos Aedes aegypti que não transmite a dengue, eleito pela Nature como um dos dez cientistas mais influentes do mundo em 2025; e Mariano Zalis, geneticista e professor da UFRJ responsável por divulgar uma nova área da genética que pesquisa a relação entre modo de vida e envelhecimento. Foram jurados da categoria neste ano: Adriana Dias Lopes, editora de Saúde do GLOBO; Helio Gurovitz, editor de Opinião; Ana Lucia Azevedo, repórter especial de meio ambiente, saúde e ciência há 30 anos; e Ludhmila Hajjar, médica, colunista do GLOBO e vencedora na categoria em 2024.
A solenidade da 23ª edição do Prêmio Faz a Diferença está agendada para 11 de junho de 2026 e o anúncio dos vencedores por categoria aconteceu no último sábado, 2 de maio.
Foto: GLOBO, Maria Isabel Oliveira. Fonte: GLOBO, Bernardo Yoneshigue


