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GT Avaliação em Saúde amplia articulações e debate novas fronteiras da avaliação no Seminário da RBMA

O GT Avaliação em Saúde da Abrasco marcou presença no 12º Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação (RBMA), realizado de 19 a 21 de agosto na Fiocruz Brasília, no Distrito Federal. A ocasião foi uma oportunidade para integrantes do GT articularem com diferentes atores e redes, que vêm produzindo conhecimento e práticas no campo do monitoramento e da avaliação no Brasil.

Na mesa “Avaliação em Saúde Coletiva”, realizada com participação da Fiocruz, o debate possibilitou colocar em diálogo diferentes perspectivas sobre a avaliação e, sobretudo, refletir sobre os caminhos necessários para ampliar as fronteiras do campo da avaliação em saúde. Entre as questões mobilizadas estiveram a aproximação entre produção de conhecimento e gestão, o uso dos resultados das avaliações, a formação de capacidades avaliativas, a participação dos diferentes atores e territórios e a necessidade de reconhecer novos referenciais teóricos, epistemológicos e metodológicos diante dos desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.

A participação do GT também permitiu apresentar sua atual agenda de rearticulação e fortalecimento nacional, destacando o papel de uma comunidade científica e de prática capaz de conectar formação, pesquisa, gestão e incidência, aproximando instituições acadêmicas, serviços, gestores, redes e demais atores comprometidos com o fortalecimento do SUS.

Para a pesquisadora Ana Lígia Passos Meira, membro da Coordenação do GT Avaliação em Saúde da Abrasco, a participação no Seminário reforça justamente a perspectiva de integração.

“Estar na RBMA é importante porque nos permite ampliar o diálogo para além das fronteiras tradicionais da avaliação em saúde e reconhecer o quanto temos a aprender e construir conjuntamente com outros campos e redes de monitoramento e avaliação. Como GT, queremos contribuir para uma agenda que não se limite a discutir métodos, mas que também interrogue quem avalia, para quem avaliamos, quais conhecimentos reconhecemos e como os resultados das avaliações podem efetivamente produzir mudanças nas políticas, na gestão e na vida das pessoas. Fortalecer redes como esta é também fortalecer a capacidade da avaliação de incidir sobre o SUS”, declarou.

A participação no Seminário dialoga com o processo de reorganização do GT, iniciado este ano. A iniciativa busca fortalecer a atuação na produção de conhecimento, na formação, na comunicação e na incidência sobre políticas públicas. Com esse objetivo, o GT montou uma agenda de atividades voltada à ampliação da participação de pesquisadoras e pesquisadores, estudantes, trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e instituições parceiras. A iniciativa prevê a realização de encontros mensais, a formação de redes para troca de experiências e colaboração e a realização de uma oficina durante o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (10º CSHS).

No dia 31 de agosto, será realizado o primeiro encontro do ciclo debates chamado de “Diálogos em Avaliação. Com o tema “Avaliar como formar: experiências na formação em avaliação em saúde”, o encontro inaugura uma série de três sessões previstas para 2026, seguida por “Avaliar como conhecer”, em outubro, e “Avaliar como transformar”, em novembro.

Em setembro, durante o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, em Manaus, o GT realizará a oficina “Avaliação em Saúde, Interculturalidade e Territórios: para onde deve caminhar a agenda crítica do campo?”. A atividade avançará justamente sobre algumas das questões mobilizadas no Seminário, colocando em discussão interculturalidade, territórios, Amazônia, determinação socioambiental, inovação, perspectivas contra-hegemônicas e os desafios epistemológicos da avaliação.

A proposta é provocar questões que se tornam cada vez mais centrais para o campo: quem define o que deve ser avaliado? Quem estabelece os critérios de sucesso? Que epistemologias são reconhecidas nos processos avaliativos? Como produzir avaliações que não colonizem os territórios, mas sejam capazes de emergir deles?

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