
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento 
16/09/2026 – Manaus (AM): Cerimônia de Abertura de abertura do 10º CSHS. Fotos: Kio Lima e Roan Nascimento
O 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) teve início nesta quarta-feira (16), em Manaus (AM), reunindo pesquisadores, estudantes, profissionais de saúde, representantes de movimentos sociais e outros atores do campo da Saúde Coletiva. A cerimônia e a conferência de abertura, realizadas no Auditório Eulálio Chaves, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), marcaram o início oficial do Congresso, que segue até 19 de setembro com o tema “Interculturalidade, Ambiente e Saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”.
Realizado pela Abrasco, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o 10º CSHS propõe quatro dias de debates sobre questões contemporâneas que atravessam as Ciências Sociais e Humanas em Saúde e a Saúde Coletiva brasileira.
Antes da Cerimônia de Abertura, os congressistas, em cortejo guiado pelos bois-bumbás, ocuparam o Auditório Eulálio Chaves. Na sequência, o grupo Cateto da Toada levou ao palco músicas que celebram o Festival de Parintins, com canções clássicas e novos sucessos.
A mesa reuniu representantes da Abrasco, da organização do 10º CSHS, das universidades e instituições parceiras e do Ministério da Saúde. Participaram do dispositivo o presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Sousa; o presidente do 10º CSHS, Henrique Saldanha; o presidente da Comissão Organizadora Local, André Luiz Machado das Neves; o integrante da Comissão Organizadora Local, Breno de Oliveira Ferreira; e a presidente da Comissão Científica, Marta Verdi.
Também compuseram a mesa a reitora da UFAM, Tanara Lauschner; o diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da UEA, professor Antônio Palhares, representando o reitor; a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; e a conselheira Ana Carolina Freire, representando a presidência do Conselho Federal de Psicologia.
O presidente do Congresso, Henrique Saldanha, em seu discurso, celebrou os 40 anos da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) da Abrasco e relembrou marcos históricos importantes, como a Constituinte, o movimento da Reforma Sanitária e o histórico discurso de Sérgio Arouca, na 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), em que evocou a máxima de que “Saúde é democracia”.
Na sequência, o pesquisador sublinhou que é impossível pensar os desafios do Brasil e do Sistema Único de Saúde (SUS) sem considerar marcadores como classe, raça e gênero. O presidente do Congresso reforçou que, sem esses esforços, a democracia permanece inconclusa e que trazer o evento para a região Norte é um convite para congregar potências.
“A defesa da democracia não é para nós uma abstração, ela se materializa na defesa da vida, do SUS, da ciência, das universidades públicas, dos territórios, dos direitos dos povos, da possibilidade de uma sociedade onde nós possamos decidir coletivamente sobre nosso futuro. Não é casual que estejamos pela primeira vez realizando um congresso da Abrasco no Norte e na Amazônia. Estar em Manaus não significa deslocar geograficamente um congresso, não significa um desafio, é uma realidade e uma potência”, declarou.
A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, que representou na Cerimônia de Abertura o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância do evento e de iniciativas desse tipo na busca por reduzir as iniquidades na saúde.
“Estar na Amazônia para discutir interculturalidade, ambiente, saúde e território nos coloca diante de questões fundamentais para o presente e futuro do SUS. A Amazônia nos mostra, de maneira muito concreta, que não é possível pensar em uma política de saúde, sem considerar as diferentes realidades do país”, considerou.
Coube à reitora da UFAM e anfitriã do evento, a professora Tanara Lauschner, dar as boas-vindas. Em seu discurso, Lauschner agradeceu aos congressistas pela expressiva participação no 10º CSHS e destacou que a UFAM se sente honrada em receber um evento da Abrasco.
“A UFAM está muito feliz e orgulhosa de sediar esse congresso. Receber um evento da Abrasco, na UFAM, na Amazônia, tem um significado enorme. Estamos recebendo uma Associação que faz parte de uma das mais bonitas conquistas democráticas do nosso país. Antes do SUS existir, muita gente precisou dizer que saúde não poderia ser mercadoria, favor ou privilégio”, enunciou.
Antes de realizar o pronunciamento oficial de abertura do 10º CSHS, o presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Sousa, evidenciou o crescimento da área de CSHS na Saúde Coletiva. “Esse é o maior congresso da área de CSHS da Abrasco. A área de CSHS é a que mais cresce no campo da Saúde Coletiva, no Brasil, nos programas de pós-graduação e, também, no número de profissionais que ingressam para atuar no SUS e espaços onde a Saúde Coletiva opera”, afirmou.
A cerimônia também reservou espaço para homenagear postumamente figuras que trouxeram incontáveis contribuições ao campo da Saúde Coletiva, em momento solene conduzido pela professora Marta Verdi. Os homenageados foram os professores e pesquisadores José Ivo Pedrosa, Ana Maria Canesqui e Madel Therezinha Luz.
No encerramento da Cerimônia de Abertura, foram entregues a cinco sanitaristas indígenas os certificados de conclusão do curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), promovido pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. A secretária adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, Putira Sacuena, celebrou o momento.
“Isso representa a ocupação de um espaço estratégico, da análise, do planejamento, da gestão e da produção da resposta em saúde. Ter indígenas formados como sanitaristas significa fortalecer uma saúde indígena pensada a partir de dentro dos territórios, por profissionais que conhecem as suas realidades, compreendem suas especificidades e podem contribuir para transformar necessidades concretas em políticas, estratégias e ações”, concluiu.
Com atividades até sábado (19), o 10º CSHS já reuniu 1.104 pessoas nas atividades de pré-congresso. Ao todo, foram realizadas 112 atividades: 56 oficinas, 23 minicursos, 12 reuniões, 11 encontros, oito fóruns, um simpósio e um cinedebate.
Assista à íntegra da Cerimônia de Abertura:


