
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) recebe, com profundo pesar, a notícia do falecimento da professora, pesquisadora e demógrafa Elza Salvatori Berquó, ocorrido nesta quinta-feira (16).
Uma das pioneiras nos estudos que abordavam transição demográfica, gênero, raça e saúde reprodutiva, a professora liderou grandes pesquisas nacionais e formou gerações de pesquisadores e profissionais. Elza era considerada uma referência internacional e trouxe diversas contribuições ao campo da Saúde Coletiva, como explica a vice-presidente da Abrasco, Estela Aquino.
“A Abrasco se soma às muitas homenagens que a ela tem sido prestadas, destacando sua contribuição à Saúde Coletiva, ao abordar temas e questões relacionados às transformações no comportamento reprodutivo e na saúde de brasileiras e brasileiros e formar gerações de profissionais que ocupam posições no poder público e em organizações da sociedade civil com atividades de ensino, pesquisa e gestão de políticas”, afirmou.
Matemática graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), mestre em Estatística pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Bioestatística pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, Berquó atuou como professora na USP e na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde fundou e coordenou Núcleo de Estudos da População (NEPO).
A pesquisadora ainda foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e ajudou a criar a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD) em 1994, órgão vinculado à Secretaria-geral da Presidência da República, coordenado por Elza até 2003.
Em novembro do ano passado, durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), Elza Berquó foi homenageada em uma mesa-redonda que destacou as contribuições da pesquisadora para a saúde.
A Abrasco, neste momento de dor, se solidariza com familiares, amigos, colegas e reforça a importância do legado de Elza Berquó, que sempre servirá de inspiração.


